À Beira-Mar – filme com excelentes atuações, mas bastante deprimente

novembro 29, 2015 Filmes25

Após dez anos Angelina Jolie e Brad Pitt, o casal mais famoso de Hollywood, se reencontram e protagonizam juntos o filme “À Beira-Mar”, um drama escrito e dirigido pela própria Jolie. A trama está prevista para estrear nas telonas brasileiras no próximo em 03 de dezembro.

Na trama a ex-bailarina Vanessa (Angelina Jolie) e o escritor Roland (Brad Pitt) vivem uma crise conjugal e ao viajarem pela França se hospedam num resort litorâneo. A partir daí o casal tenta se reconciliar ao trocarem experiências com funcionários do hotel e os recém-casados Lea (Melanie Laurent) e François (Melvil Poupaud).

O longa possui uma boa fotografia e trilha sonora, porém seu enredo é bastante lento ao se pautar nos mistérios envolvendo os motivos que ocasionaram a crise de Vanessa e Roland que são mantidos até o desfecho da trama (o modo como a trama é conduzida faz com que Pitt e Jolie reflitam suas emoções e sentimentos com poucos diálogos até o meio da fita). No entanto, somos atiçados a descobrir porque eles estavam passando por aquilo ao mesmo tempo em que acompanhamos diferentes ideias de relacionamento a dois, graças ao jovem casal de amigos interpretados por Melvil Poupaud e Mélanie Laurent e ao dono do bar situado no interior do hotel (interpretado por Niels Arestrup), que perdeu sua esposa recentemente e sente muita falta dela.
O aspecto cômico da trama é raso, quase inexistente e ocorre quando ambos estão assistindo escondidos pelo buraco da parede o jovem casal ao lado, que diferente deles são recém-casados e tem uma vida amorosa ativa e a felicidade deles causa um certo incômodo na personagem de Jolie.

Brad foi convincente como um homem disposto a dar tudo de si para obter a sua esposa e casamento de volta, já Angelina expressa emoção, tristeza e medo. Através de seus vícios e mazelas levam o espectador a uma discussão pós-filme sobre os conflitos dos personagens.
À Beira-Mar é caprichado, mostra a evolução de Jolie como cineasta em cenas metafóricas, onde muitas vezes a câmera são os olhos do espectador. Podemos considerá-lo uma obra em que encontramos excelentes atuações, mas bastante deprimente.

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